| |
O eixo da
pesquisa é o corpo.
Olhar interno.
Estrutura óssea.
Coordenação motora.
Percepção; sentidos; organicidade.
A partir do fundamental (mecanismos,
organização e percepção do movimento) estudamos a técnica de dança
contemporânea,
improvisação, jogos, composição coreográfica, estados corporais.
São
exploradas as relações que a dança
contemporânea pode estabelecer com outras artes: artes visuais, poesia,
performance, teatro.
Engloba treinamentos fundamentados em
métodos somáticos (ideokinesis;
Coordenação Motora) e exercícios
cênicos que provocam as conexões entre corpo, sensação e gesto.
Movimento vivenciado, preenchido de
significados.
O processo didático está intrinsecamente ligado à pesquisa artística,
ou
seja, durante os estudos do
movimento, seja na sala de aula ou em sala de ensaio, para iniciantes ou
dançarinos profissionais,
respeitam-se e valorizam-se as características de cada pessoa.
Os estudos do corpo visam a autonomia, a confiança e a sustentação
interna, que provocam permeabilidade,
agilidade, prontidão e escuta durante a dança. Exploramos a relação com
os outros. Não existe movimento
"bonito" ou "feio". Existem a presença e a disponibilidade, que
possibilitam que todos os elementos
fundamentais da dança adquiram maior qualidade e harmonia.
|
|
Em 2000 Gil Grossi e Luciana Bortoletto começaram a desenvolver juntos
uma pesquisa que reunia fotografia e
dança: a fotodança.
Estudos coreográficos e trabalhos como "A Hora do
Espelho"/2000, "Piano-de-Cuia"/2002
e "Pontos de Vista"/2004 valorizavam o diálogo entre artista-espectador
e o jogo cênico fazendo uso de
recursos como recortes de luz e projeções de imagens.
Em 2003 conceitos da poética haicai foram somados à pesquisa fotodança
por ser uma forma poética na qual
conceitos como síntese, "aqui-agora", simplicidade, verdade e
reverberação aproximam o haicai da linguagem
fotográfica. Foram realizadas diversas oficinas gratuitas que reuniram
estudantes de teatro, dança, poesia,
fotografia para pesquisarem juntos caminhos de fusão entre
dança+fotografia+haicai. Estes projetos foram
chamados de "dança-haicai".
Em 2005 Luciana Bortoletto, sob direção de Letícia Sekito, criou o
espetáculo "TOCA" utilizando a linguagem
de improvisação estruturada sobre o conceito "aqui-agora", presente na
fotografia e na poesia haicai. O
cenário era elaborado em tempo real em forma de desenhos feitos no chão
pela artista em cena. O trabalho
estreou no evento "Feminino na Dança" promovido pelo Centro Cultural São
Paulo e integrou a programação
dos SESC Santo André, SESC Araçatuba, Festival Monte Azul, Festival
Dança e Movimento (Ilhabela).
Em 2006 foram incorporadas à pesquisa as linguagens de vídeo e animação
de desenhos. A partir disso,
outros artistas passaram a integrar os projetos, provocando uma nova
transformação que resultou na
formação do ...Avoa! núcleo artístico. Trabalhos foram realizados em
parceria com Jorge Peña (sonoplasta),
Letícia Sekito (direção), Pax Bittar (grupo Coração Quiáltera), Audrey
Hojda (artista plástica), entre outros.
Em 2007 receberam o prêmio SESI Dança com a obra coreográfica "as formas
eram já mera ilusão da vista".
Essa trajetória construída desde 2000, mostra uma pesquisa continuada
e
a resistência de um grupo de
artistas que integra a cena independente de São Paulo. |
|