fotodança
    http://www.fotodanca.com

foto: Ruben Bianchi

 

  Nosso Histórico

A pesquisa de linguagem denominada “fotodança” é realizada por Luciana Bortoletto e Gil Grossi desde 2000, e resultou em diversos trabalhos, citados abaixo. Juntos, Investigam a fusão das linguagens fotográfica, teatro-dança, improvisação e dança contemporânea e fizeram sua formação/pesquisa artística no Estúdio Nova Dança por mais de oito anos.

Gil Grossi e Luciana Bortoletto pesquisam no corpo essencialmente maneiras de construir relações em dança que evidenciem as diferenças físicas e de movimentos dos criadores-intérpretes, tornando-as motes para a cena. Todos os trabalhos foram criados pela dupla, priorizando a relação entre foto e dança, e desfrutando dos contrastes físicos que existem entre os artistas.
 

A dança aproxima-se do cotidiano, com gestos comuns a todas as pessoas, mas ao mesmo tempo expõe as singularidades corporais de cada performer. A abordagem técnica corporal propõe o movimento com profundo conhecimento da anatomia e o treinamento se dá com a união mente e corpo, através das técnicas de educação somática: Ideokinesis e Coordenação Motora - método de M.M. Béziers aplicadas ao teatro-dança, clown, improvisação, dança contemporânea e performance.
 

A partir de 2003 as linguagens do vídeo e desenho (animação), e  o encontro com a referência teórica “a poética do espaço”, de Gaston Bachelard, além de conceitos da poética haikai, foram somadas à pesquisa do grupo, levando ao aprofundamento e descobertas fundamentais para a estética e comunicabilidade das criações. Durante esses anos, alguns artistas colaboraram com as criações: Pax Bittar – músico percussionista; Letícia Sekito – bailarina e diretora; Mônica Lopes - pesquisadora vocal; Ruben Bianchi - fotógrafo e Jorge Peña – sonoplasta.

Em 2007, sob direção de Luciana Bortoleto, surge o ...Avoa! núcleo artístico. A formação do grupo consolida os sete anos de pesquisa com um elenco bastante heterogêneo. Os dançarinos têm interesses comuns e corpos muito diferentes entre si, e buscam novos caminhos para construção da cena e sua dramaturgia, diminuindo as fronteiras entre as áreas artísticas.
 

...Avoa! núcleo artístico (Integrantes):
direção geral: Luciana Bortoletto
criadores-intérpretes: Chris Cruz, Gil Grossi, Ligia Passos, Luciana Bortoletto

     
  "o que passa?"
Performance de dança contemporânea e fotografia
15 minutos

foto: Ruben Bianchi

     

Neste trabalho exploramos como universo poético situações de permanência e impermanência, assim como é a fotografia e o movimento ou mesmo as relações pessoais e suas memórias.
“O que passa?” busca uma comunicação lúdica entre os intérpretes-criadores e platéia,  expõe singularidades presentes nos corpos dos dançarinos e através da dança, fala de tempo, juventude, envelhecimento.

     

"As formas eram já mera ilusão da vista"  - 2004
Duo - Luciana Bortoletto e Gil Grossi imagens em projeção: Gil Grossi    
agradecimentos: Ruben Bianchi, Décio Filho, Tamara Ka e  Estúdio Nova Dança

 

 

"As Formas eram já mera Ilusão da Vista" é um duo de teatro-dança. O trabalho inspira-se nas fotos antigas de casais e na expectativa vivida momentos antes de serem fotografados, e trata das relações e pequenos conflitos. O encontro entre duas pessoas muito diferentes entre si promove a poética das diferenças. Com cenas bem-humoradas que remetem às fotonovelas e cinema mudo, sugere situações que podem transitar entre inadequação, romantismo, sátira e ironia. É um espetáculo que trata de contradições e diferenças com muito bom humor e simplicidade. “As formas eram já mera ilusão da vista” integra as linguagens do teatro-dança, improvisação e fotografia.

A relação cênica é estruturada a partir de elementos nitidamente contrastantes, como as diferenças físicas e de movimentos dos próprios artistas em cena assim como a fotografia X movimento (estático x dinâmico); o foco X paisagem; a permanência X ruptura. Com estas características, procura-se aproximar o espetáculo do seu espectador.

"As Formas eram já mera Ilusão da Vista" foi selecionado para o projeto de formação de público e circulação: Panorama SESI de Dança - 2007.

Concepção, criação e interpretação: Gil Grossi e Luciana Bortoletto

audiovisual: Ruben Bianchi

 

foto: Ruben Bianchi

     
Piano-de-Cuia/2002 (15’)
Piano-de-cuia [de piano + cuia] - 1.V.cabaça
   
 


Piano-de-Cuia é inspirado em lendas africanas e indígenas brasileiras sobre a origem do Mundo. A cabaça (piano-de-cuia) é símbolo da Criação dos opostos – Céu e Terra – quando uma disputa entre Odudua e Obatala, que viviam juntos dentro de uma cabaça, fez com que ela se rompesse em duas partes: Céu (Obatala- masculino) e Terra (Odudua- feminino). A partir desse momento surgem plantas, frutos e animais, inclusive o Homem. A Cabaça foi também um meio que um guerreiro Indígena – que habitava o Céu - encontrou de transportar para a Terra os frutos e sementes criados por ele e sua família.
Piano-de-Cuia é um espetáculo de dança feito para celebrar e homenagear os nossos Criadores. Servindo como metáfora, Piano de Cuia traz à tona reflexões sobre as inúmeras transformações ocorridas no mundo atualmente e coloca à mostra o contato do homem com a natureza, o homem e seu semelhante e os conflitos que regem tais relações.

     
   "Pontos de Vista" / maio de 2004


Apresentamos a performance "Ponto de Vista" no SESC Pompéia, dia 18 de maio de 2004, na abertura da exposição de fotografia PINHOLE. (câmera de orifício).
Integração entre Dança Contemporânea e Fotografia, numa performance onde a Escuta entre os criadores-intérpretes, as obras expostas e a interação com o público geram reverberações da cena no espectador e a percepção do Tempo de cada Imagem no Corpo.
A performance é um fragmento de nossa pesquisa de linguagem. Slides são projetados e interagem com a nossa movimentação e com a música. O músico Pax Bittar participa com uma seleção de quatro composições dele e do grupo Coração Quiáltera, executadas com instrumentos como: tambores de língua (grave e agudo), calimba.
Recortes de Luz. Movimento. O Gesto e a Imagem. A Dança sugere o Retrato.
As fotografias projetadas no pano dialogam com os intérpretes, e o dueto transforma-se diante do espectador, sugerindo novas imagens a cada instante.
Dança e Fotografia fundem-se, construindo um jogo cênico no qual o criador-intérprete é permeável para receber e absorver estímulos e transformá-los em Dança. As cenas unem-se por um fio condutor que preserva latente os movimentos mesmo quando estes deixam de existir no espaço cênico.
São reverberações da cena no espectador e a percepção do Tempo de cada Imagem gerada no Corpo dos intérpretes.
As fotos utilizadas nos slides e na divulgação de "Ponto de Vista" são de autoria de Gil Grossi e Luciana Bortoletto.

foto: Luciana Bortoletto

     
    A Hora do Espelho (12 min)

Concepção e Interpretação: Gil Grossi e Luciana Bortoletto.

A Hora do Espelho foi inspirado em um desenho animado. Nosso primeiro trabalho faz uma metáfora com a solidão e anseios de cada pessoa, ao contar a história de um velho fauno que se vê frustrado ao tentar seduzir uma jovem ninfa. As tentativas sem sucesso aos poucos tecem um jogo poético de contrapontos entre o imaginário e a realidade, o concreto e o abstrato sugerindo um Ser Etéreo, capaz de diluir o movimento no ar, estabelecendo uma comunicação muito delicada e bem humorada com o público infantil, ao brincar com as diferenças entre a figura do velho e do novo. Os criadores-intérpretes interagem com fotografias projetadas.

GIL GROSSI

   

http://www.gilgrossi.com

 

Há 19 anos atuo como fotógrafo, professor, performer criador-intérprete de dança contemporânea. Desenvolvo uma pesquisa diretamente voltada para a integração entre a linguagem fotográfica e a dança, e a partir dela tenho realizado diversos trabalhos artísticos. Como dançarino, fiz cursos com Denilto Gomes, Nancy Stark Smith, Tica Lemos, Daniel Lepkov, Catie Caraker, Adriana Grechi, Geórgia Lengos e Zé Maria Carvalho. De 1988 até hoje participei do processo criativo e acompanhei Zélia Monteiro, Denilto Gomes, Ana Mondini, Mariana Muniz, entre muitos outros. Utilizei a linguagem fotográfica integrada com a dança nos espetáculos "Alma Nau"/1988 e "Pequena Nau". Sou criador-intérprete de “Lembranças na Queda”/1995, da Cia Nova Dança -direção de Adriana Grechi, premiado no Movimento de Dança do SESC-Anchieta; “Ponkã Dança Palavras” do Grupo Ponkã -direção de Edith White, premiado no Movimento de Dança do SESC-Anchieta/1996. Participei da pesquisa e criei os slides que compunham o cenário do espetáculo "BootstrapSãoPaulo!”/1999, da Cia Nova Dança, direção de Adriana Grechi. Ao lado da bailarina Luciana Bortoletto pesquiso a união entre dança contemporânea e fotografia. Nosso trabalho mais recente é "As formas eram já mera Ilusão da Vista", apresentado na 7a. Semana de Fotografia de Ribeirão Preto em setembro de 2004. O trabalho que originou nossa pesquisa de linguagem foi “A Hora do Espelho”/2000 - espetáculo que reúne dança e projeções de imagens, além de “Piano-de-Cuia”/2002.