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Neste site o visitante tem acesso às atividades artísticas e didáticas
desenvolvidas por Luciana Bortoletto. São mais de 10 anos dedicando-se
integralmente à dança contemporânea, improvisação, educação somática e
articulação de linguagens.
São apresentados processos ligados ao ensino, criação em dança
contemporânea e pesquisa continuada em espaços públicos, realizada junto
ao ...AVOA! nucleo
artístico: métodos específicos de preparação corporal para o
dançarino que atua na rua, assim como os processos de criação em
contexto com a dinâmica dos territórios urbanos e rua.

O foco de sua pesquisa artística são os
Espaços Coletivos e de Intimidade, sob uma perspectiva fenomenológica.
Quando se trata de Espaço Coletivo, são apresentados trabalhos e ações
em espaços públicos. Sobre espaços de intimidade, são criados trabalhos
para espaços alternativos e caixa preta, que se torna evitente em pesquisa "solo", que articula conceitos
fotográficos, poesia e artes visuais com improvisação em dança, com
origem na "fotodança",
pesquisa iniciada em 2000, que surgiu e se desenvolveu por oito anos em parceria com
Gil Grossi
(fotógrafo de palco, co-fundador do ...AVOA! núcleo artístico e
improvisador/performer).
O interesse pela imagem unida à dança e o potencial de comunicação que
ambas linguagens possuem quando estão juntas, provocou desdobramentos
dessa pesquisa iniciada em 2000. Em 2006 surge o ...Avoa! núcleo
artístico, cuja proposta é diminuir cada vez mais as fronteiras entre as
linguagens artísticas exploradas dentro do núcleo, direcionando a
atenção para as questões que envolvem a Arte no espaço público
(ARTE
PÚBLICA), onde a dança no território urbano acontece a partir de uma
necessidade do núcleo de estabelecer um contato mais genuíno e direto
com o transeunte/espectador, pela imprevisibilidade dessa relação no ato
da cena.
O espaço público em seu contexto atual - social, cultural, político - é
a oportunidade de fortalecer questionamentos e buscas por respostas a
respeito das relações humanas nas grandes cidades.

São nas contradições
apontadas no corpo em diálogo com seu entorno que surgem os desafios e a
busca por caminhos mais instigantes de criação, questionamentos sobre
estruturas sociais e políticas, assim como as estruturas poéticas e
estéticas dos trabalhos.
No ensino de dança e improvisação, os procedimentos utilizados vão ao
encontro das relações com o próprio corpo, com o outro, com o
território. Esse modo de pensar e construir a dança sob a perspectiva de
métodos somáticos, como a Coordenação Motora (M.M.Béziers/Piret e
Ideokinesis) e Ideokinesis estão intimamente ligados ao "pensamento
Nova Dança".
O encontro com o "outro" se dá no processo de instrumentalização
(técnica de dança e métodos somáticos). Portanto a consciência corporal
passa a ser um caminho concreto que leva ao desenvolvimento do
auto-conhecimento e da autonomia, a experimentação de novas e
desbravadoras possibilidades de movimentos e de relações no momento da
DANÇA.
Sejam bem-vindos!
Luciana Bortoletto
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